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LENÇÓIS DE MEMÓRIAS - TOUR GUIADO NO CEMITÉRIO MUNICIPAL

Secretaria de Turismo

O Tour "Lençóis de Memórias" teve origem no projeto “Memórias Vívidas”, idealizado por pesquisadores e historiadores de Lençóis Paulista com o propósito de valorizar a história, a arte e a cultura por meio de visitas guiadas ao Cemitério Municipal.

A iniciativa é promovida pela Prefeitura Municipal de Lençóis Paulista, por meio da Secretaria de Turismo, com apoio da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente.

 

Na visita noturna, os guias apresentam os túmulos, as histórias e curiosidades de personalidades e mitos locais ali sepultados e, durante a visitação, também acontecem apresentações cênicas para melhor caracterização das histórias.

As visitações ocorrem uma vez ao mês, geralmente às sextas-feiras à noite, para que não coincidam com sepultamentos que ocorrem durante o dia, respeitando assim o momento de luto das famílias. Além disso, a realização do evento à noite é uma maneira de desmistificar o local.

*Os eventos serão confirmados e divulgados com uma semana de antecedência a data agendada.

 

Como participar

Os interessados em participar deverão ficar atentos às divulgações da Secretaria de Turismo nas mídias sociais para se informar quanto às inscrições

Dúvidas e esclarecimentos poderão ser sanados por meio de contato com a Secretaria de Turismo através dos telefones: (14) 3263-0445 / 99652-5238 (WhatsApp). Atendimento das 8h00 às 12h e das 13h00 às 17h.

​Agenda 2026 (previsão):

27

FEVEREIRO

27

MARÇO

29

MAIO

26

JUNHO

31

JULHO

28

AGOSTO

25

SETEMBRO

30

OUTUBRO

27

NOVEMBRO

As inscrições são abertas na plataforma Sympla.

CONHEÇA AS HISTÓRIAS POR TRÁS DOS TÚMULOS:

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BARÃO DE AVANHANDAVA

José Emygdio de Almeida Cardia era membro de uma ilustre família proprietária da Fazenda do Porto, onde havia um casarão e instalações para o serviço de balsa para travessia do Rio Tietê. Quando da visita de D. Pedro II à região, José Emygdio recebeu o título de Barão de Avanhandava, último título de nobreza conferido pelo imperador.

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BEM CHINÊS

Lençóis participou da Revolução Constitucionalista de 1932 enviando mantimentos para alimentação das tropas, angariando fundos para crianças órfãs de soldados mortos e renda para famílias de combatentes pobres da cidade, além de enviar voluntários, entre eles Benedito dos Santos, o Bem Chinês.

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CORONEL JOAQUIM ANSELMO MARTINS

Membro de uma das primeiras famílias que se estabeleceram no Bairro da Fartura, nas proximidades do Distrito de Alfredo Guedes, Joaquim Anselmo Martins sempre residiu naquele bairro e lá formou numerosa família. Fazendeiro e grande produtor de café, teve atuante vida política por décadas na cidade, tendo sido vereador e prefeito. O Coronel, como era conhecido, fez a doação da imagem de Nossa Senhora da Piedade para a Igreja Matriz da cidade.

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CORONEL VIRGÍLIO ROCHA

Virgílio Rocha foi, de fato, o primeiro prefeito de Lençóis, assumindo em 1908 e reeleito outras vezes. Durante seus mandatos, a cidade ganhou a rede telefônica, o fornecimento de energia elétrica e o primeiro Grupo Escolar, além de outras melhorias. Gravemente enfermo, embarcou em trem especial para tratamento na capital, mas faleceu na viagem.

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DR. ANTONIO TEDESCO

Filho de imigrantes italianos, formou-se em medicina pela USP em 1941, ano em que se mudou para Lençóis para se tornar o “médico da família lençoense”. Foi clínico geral, cirurgião, parteiro, ginecologista e dirigiu o hospital Nossa Senhora da Piedade por mais de duas décadas.

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DR. PAULO ZILLO

Nasceu em Lençóis Paulista, filho de imigrantes italianos, estudou no Grupo Escolar de Lençóes, foi advogado, vereador e prefeito. Faleceu na cidade de São Paulo e seus restos mortais foram transladados para este cemitério. Dá nome a uma das mais tradicionais escolas de Lençóis.

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ERMÍNIA PIVETTA

Milhares de imigrantes, principalmente italianos, escolheram Lençóes para realizar o sonho de uma nova vida, entre o final do século XIX e o início do século XX. Para algumas dessas pessoas, como Ermínia Pivetta, o sonho acabou cedo, pois ela faleceu com apenas 22 anos de idade.


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FAMÍLIA BREGA

Família Brega está ligada ao início das atividades esportivas em Lençóis. Junto com Antonio Esperança de Oliveira, Bruno Brega foi um dos fundadores do primeiro time uniformizado de futebol, “Flor da Mocidade”. Archangelo Brega foi presidente do Clube Atlético Lençoense e dá nome ao estádio municipal.

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FAMÍLIA MALUF

A Família Maluf morava no Distrito de Alfredo Guedes. Em 1939, um empregado da ferrovia Sorocabana discutiu com Miguel Maluf a propósito de uma árvore que ficava na divisa entre a propriedade dos Maluf e a área da ferrovia. Segundo o empregado, a árvore deveria ser derrubada, o que não era admitido por Miguel. A discussão se acirrou, a ponto de Salim, filho de Miguel, intervir, sendo atacado e morto com um golpe de cavadeira dado pelo empregado. Ferido, Miguel faleceu dias depois.

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LAUREANA

Laureana Maria Joaquina era uma mulher escravizada que veio de Minas Gerais após a abolição da escravidão, junto com outras pessoas na mesma condição. Tornou-se uma figura popular na cidade e, já viúva, faleceu em sua casa de pau a pique, na Rua Treze de Maio, na manhã do dia 07 de agosto 1954, com mais de cem anos de idade, tornando-se conhecida assim por “Macróbia” devido a sua idade avançada.

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MARIA FRANCISCA

Maria Francisca morava com seus irmãos e pais na fazenda Boa Vista, perto de Alfredo Guedes. Aos 22 anos, já noiva, estava para se casar quando começou a apresentar convulsões que foram vistas como possessão demoníaca. Um amigo aconselhou a família a fazer sessões de exorcismo e ensinou Lígia, sua irmã, como proceder. O ritual durou três dias. No quarto dia, Maria Francisca faleceu. Era o mês de julho de 1924. O médico que assinou o óbito determinou a causa: psicose genital.

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OCTAVIANO MARTINS BRISOLLA

Nascido em Itapetininga, mudou-se para Lençóes onde foi vereador, professor e inspetor municipal de ensino. Octaviano foi um dos maiores incentivadores para a construção do primeiro Grupo Escola de Lençóes, atual EMEF Esperança de Oliveira, inaugurado em 1914.

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ORÍGENES LESSA

Um dos grandes nomes da literatura brasileira, Orígenes Lessa nasceu em Lençóis Paulista, em 1903, e faleceu no Rio de Janeiro, em 1986. Foi jornalista, contista, novelista, romancista, sendo que um de seus romances, O Feijão e o Sonho, foi adaptado para uma novela na televisão. Orígenes era membro da Academia Brasileira de Letras, onde ocupava a cadeira n.º 10. Mesmo morando em outras cidades, inclusive fora do Brasil, nunca se esqueceu de sua terra natal e aqui preferiu ser sepultado.

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OS ENVENENADOS

Neste túmulo estão sepultadas seis pessoas de três famílias, mortas durante um almoço na casa de Dona Mariana Cordeiro, numa fazenda nos arredores da cidade, ocasião em se comemorava um batizado. Foi encontrada na casa uma grande porção de arsênico branco junto a um pacote de farinha, o que levou a suspeita de que o arsênico utilizado para a eliminação de gafanhotos, tenha sido usado por engano no lugar da farinha para o preparo do macarrão caseiro.

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OSÓRIO DE OLIVEIRA

Osório de Oliveira era um farmacêutico que, aos 28 anos, morreu em decorrência de um tiro que levou de uma jovem de 15 anos, casada, que alegou em sua defesa ter sido atacada sozinha em sua casa, por ele, na noite de 28 de janeiro de 1910. Ferido no hospital, Osório deu outra versão: estava em sua casa quando uma jovem se apresentou, tirou de sob o avental um revólver e atirou. Por trás desta história, havia um agitado ambiente político em Lençóis, colocando em confronto “civilistas” e “militares”.

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SEBASTIÃO RIBAS DA SILVA

Nascido em São Paulo, mudou-se para Lençóes, dedicando-se à advocacia e às atividades políticas. Quando o padre Magnani sofreu um atentado, em março de 1899, acusou Sebastião Ribas de ser o mandante. Julgado, Ribas foi absolvido e mudou-se para São Paulo, dedicando-se a outras atividades, entre elas a criação de cavalos.

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TEREZINHA VICENTE - A MENINA SANTA

No ano de 1944 morava na região de Paranhos uma menina de nome Terezinha Vicente. Aos 9 anos, a menina foi levada às pressas para o Hospital Nossa Senhora da Piedade, onde acabou por falecer. Alguns anos depois, por razões não esclarecidas, após tirarem seus restos mortais da terra, devido ao não pagamento pela mesma, seu corpo estava intacto. Histórias de milagres são atribuídas à menina Terezinha. Seu túmulo é um dos mais visitados até hoje.

GALERIA DE IMAGENS

LIVRO DE REGISTROS HISTÓRICOS DO CEMITÉRIO

MAPA DO CEMITÉRIO

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